A escada negra para o protagonismo branco: comédia, melodrama e retórica racial em A Dupla do barulho (1953)

Pedro Vinicius Asterito Lapera

Resumo


Através da análise da cadeia produtiva de A Dupla do Barulho (Carlos Manga, 1953) e de sua inserção no debate sobre relações raciais, o presente artigo tem como escopo as seguintes questões: em que medida a retórica racial encenada em A Dupla do Barulho dialoga com o momento de sua projeção e com as expectativas de seu público? E, como consequência da primeira pergunta, como o filme apresenta identidades racializadas na construção de hierarquias e gostos difundidos pela cultura massiva? Procuramos confirmar nossa hipótese de que o filme apresenta ao espectador uma narrativa cujas ligações entre comédia e melodrama reforçam o ideal de braqueamento que se faz presente de modo difuso em diversos produtos da cultura de massa.

Palavras-chave


cinema brasileiro; raça; etnicidade; A Dupla do Barulho

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DOI: https://doi.org/10.30962/ec.v17i3.1022

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Conceito A2, Qualis Capes

E-ISSN 1808-2599

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