A astúcia da matéria: notas sobre a animação do inorgânico

Erick Felinto de Oliveira

Resumo


seria possível falar em uma tradição de “animação do inorgânico” no cinema experimental e nas intercessões entre cinema e arte? Em outras palavras, existiriam, na história do cinema, exemplos suficientes de vivificação de objetos inanimados – que muitas vezes se tornam mesmo o foco decisivo do olhar da câmera – de modo a podermos ali identificar um dado expressivo das estéticas modernas? Através da breve análise de alguns exemplos cinematográficos – mas também da esfera das artes plásticas e da literatura –, pretende-se operar com a hipótese de um progressivo declínio do tradicional ponto de vista antropocêntrico e do modelo de subjetividade humanista liberal a partir de pelo menos fins do século XIX. Declínio que as artes e o cinema irão representar exemplarmente por meio do protagonismo cada vez mais decisivo dos objetos.

Palavras-chave


objetos; cinema experimental; barroco; Walter Benjamin; Jan Svankmajer

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DOI: https://doi.org/10.30962/ec.v19i3.1328

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Conceito A2, Qualis Capes

E-ISSN 1808-2599

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