Rastros e imagens sobreviventes na era de Aquarius: corrosão e gentrificação na metrópole de Kléber Mendonça Filho

Renato Cordeiro Gomes, Tatiana Oliveira Siciliano

Resumo


Os filmes de Kléber Mendonça Filho, especialmente Aquarius (2016), propiciam uma reflexão sobre as representações da metrópole e suas implicações politicas e éticas. Discute-se o direito à cidade (Lefebvre) a partir do imperativo do progresso - o binômio demolição/construção, o apagamento da memória, combinado aos processos de gentrificação. A resistência a tais processos marca a trama, centrando-se na protagonista a que podemos atrelar as categorias “rastro” (Benjamin) e “sobrevivência da Imagem” (Didi-Huberman). A cidade contemporânea é alegorizada nas imagens do câncer e dos cupins, que remetem à corrosão: a doença do corpo humano e urbano, cujo lócus é a metrópole.

Palavras-chave


Cinema de Kleber Mendonça Filho; Representação da cidade contemporânea; Fenômeno de gentrificação

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DOI: https://doi.org/10.30962/ec.v21i1.1438

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Conceito A2, Qualis Capes

E-ISSN 1808-2599

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