Fotografia indígena nas redes sociais como estratégia de autorrepresentação e autorreparação

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.30962/e-comps.3252

Mots-clés :

Fotografia, Povos indígenas, Autorrepresentação

Résumé

O texto discute a luta dos povos indígenas pelo direito à autorrepresentação por meio da fotografia e sua disseminação nas redes sociais. A busca pela autorrepresentação será considerada aqui como parte de uma estratégia de luta por visibilidade e autorreparação, com a qual esses povos disputam hoje nossos imaginários sobre eles próprios e seus territórios. As análises desses processos são feitas partir da discussão da produção dos fotógrafos Paulo Desana e Edgar Kanaykó no Instagram e das perspectivas de autores dos estudos visuais descoloniais. O artigo conclui que a fotografia contribui para o reposicionamento dos povos indígenas em nossa cultura visual contemporânea.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographie de l'auteur-e

Fernando do Nascimento Gonçalves, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Doutor pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGCOM-UFRJ). Professor da Faculdade de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGCOM-UERJ).

Références

ALTIVO, B. R. Rosário dos kamburekos: espirais de cura da ferida colonial pelas crianças negras no Reinadinho (Oliveira-MG). Tese (Doutorado em Comunicação Social) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2019.

AZOULAY, Ariella. História potencial: desaprender o imperialismo. São Paulo: Ubu, 2024.

BERLINK, Fernanda. Em 1872, primeiro Censo listou indígenas como “caboclos” ou “pardos”; população só passou a ser contada em 1991. G1. São Paulo, 7 ago. 2023.

Disponível em: https://g1.globo.com/economia/censo/noticia/2023/08/07/em-1872-primeiro-censo-listou-indigenas-como-caboclos-ou-pardos-populacao-so-passou-a-ser-contada-em-1991.ghtml. Acesso em: 22 out. 2025.

COLLINS, Patricia Hill. Black feminist thought: Knowledge, consciousness, and the politics of empowerment. New York: Routledge, 2002.

CAVALCANTE, T. Entrevista a Chris Bueno. Comunidades indígenas usam internet e redes sociais para divulgar sua cultura. Ciência e Cultura, v. 65, n. 2, abr./jun. 2013. Disponível em: http://cienciasecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252013000200006. Acesso em: 19 ago. 2025.

DELGADO, Paulo. Consolidação do movimento indígena contemporâneo e produção audiovisual como uma nova forma de resistência. In: DELGADO, Paulo Sergio; DE JESUS, Naine Terena (Org.) Povos Indígenas no Brasil: Perspectiva no fortalecimento de lutas e combate ao preconceito por meio do audiovisual. Curitiba: Brazil Publishing, 2018. p. 206-226.

DESANA, P. Entrevista ao Canal Arte 1. Arte indígena contemporânea – Episódio 7. YouTube, 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Sp_Z__kB0rw. Acesso em: 19 ago. 2025.

FERREIRA, L. C. Comunicadores indígenas: trabalho deve ser revestido de ativismo. Agência Brasil, 25 abr. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-04/comunicadores-indigenas-trabalho-deve-ser-revestido-de-ativismo. Acesso em: 19 ago. 2025.

FULKAXÓ, Nankupé Tupinambá. Entre cartas, crônicas e textos jornalísticos: o que fizemos com nosso povo? Camaçari (BA): Pinaúna Editora, 2019.

GUILHERME, Andrielle Cristina Moura Mendes. Comunicadoras indígenas e a de(s)colonização das imagens. Orientador: Juciano de Sousa Lacerda. 2022. 289f. Tese (Doutorado em Estudos da Mídia) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2022. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/49569. Acesso em: 18 out. 2025.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Portal dos povos indígenas no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2022. Disponível em: https://indigenas.ibge.gov.br/. Acesso em: 19 ago. 2025.

JESUS, Naine Terena de; MOREIRA, Benedito Diélcio. Comunicação e cultura: dimensão pedagógica das narrativas indígenas em audiovisual. In: DELGADO, Paulo Sergio; JESUS, Naine Terena de. Povos indígenas no Brasil: Perspectiva no fortalecimento de lutas e combate ao preconceito por meio do audiovisual. Curitiba, PR: Brazil Publishing, 2018. p. 81-100. Disponível em: https://public.cbce.org.br/arquivos/repositorio/LIVRO%20-%20Povos%20Ind%C3%ADgenas%20no%20Brasil.pdf. Acesso em 18 out. 2025.

JUNIOR, D. S. Retomadas indígenas sob uma perspectiva descolonial: contribuições para uma fundamentação “outra” do direito à terra e ao território. In: BARRETTO, V.; ZAGHLOUT, S.; MARQUES, C. (org.). Dimensões Teóricas e Práticas dos Direitos Humanos. Porto Alegre: Editora Fi, 2019. p. 159-178.

KANAYKÓ, E. Etnovisão: o olhar indígena que atravessa a lente. Orientador: Ruben Caixeta de Queiroz. 2022. 130f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022.

KARIRI-XOCÓ, Nhenety. O computador é o novo arco e flecha. In: NHENETY KARIRI-XOCÓ; GRAMACHO, Derval Carvalho; GERLIC, Sebastián (Orgs). Arco digital: Uma rede para aprender a pescar. Maceió: Ideário, 2007. p. 6-08.

MALDONADO, F. A não inocência das imagens: representação, auto-representação e decolonização. 1º Encontro Regional da ANPAP Sul e 2º CWB_Latina - Colóquio Internacional de Arte desde a América Latina - Arte no século XXI: Para além das fronteiras, 2024.

MIRZOEFF, N. The right to look: a counterhistory of visuality. Durham; London: Duke University Press, 2011.

OLIVEIRA, L. de; FIGUEROA, J. V.; ALTIVO, B. R. Pensar a comunicação intermundos: fóruns cosmopolíticos e diálogos interepistêmicos. Galáxia (São Paulo, online), n. 46, p. 1-17, 2021. http://dx.doi.org/10.1590/1982- 2553202147910. Acesso em: 22 out 2025.

PEREIRA, E. da S. O protagonismo digital dos povos originários no Brasil. Revista Casa Comum, 2023. Disponível em: https://revistacasacomum.com.br/o-protagonismo-digital-dos-povos-originarios-no-brasil/. Acesso em: 19 ago. 2025.

PINTO, A. A. O protagonismo comunicacional informacional-digital indígena na sociedade da informação: antecedentes, experiências e desafios. Anuario Electrónico de Estudios en Comunicación Social. "Disertaciones" 11, n. 2, p.104-127, 2018. Redalyc, Universidad del Rosario, Colômbia. Disponível em: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=511555883007. Acesso em: 22 out. 2025.

SANTI, V. J.; ARAUJO, B. C. A EtnoMídia Indígena na construção dos territórios etnomidiáticos. Revista Comunicação, Cultura e Sociedade, v. 7, ed. 12, 2020–2021. Disponível em: https://periodicos.unemat.br/index.php/ccs/article/view/5182. Acesso em: 19 ago. 2025.

SARTORETTO, P.; CAFFAGNI, L. Da representação cultural à mudança estrutural: o problema da comunicação indígena no Brasil. In: MILHOMENS, L. (org.). Comunicação, questão indígena e movimentos sociais. Embu das Artes: Alexa Cultural; Manaus: EDUA, 2022.

SONTAG, S. Sobre fotografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

SHOAT, E.; STAM, R. Crítica da imagem eurocêntrica: multiculturalismo e representação. Tradução de Marcos Soares. São Paulo: CosacNaify, 2006.

WALSH, C. Interculturalidade e decolonialidade do poder: um pensamento e posicionamento “outro” a partir da diferença colonial. Revista da Faculdade de Direito de Pelotas, v. 5, n. 1, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.15210/rfdp.v5i1.15002. Acesso em: 19 ago. 2025.

Téléchargements

Publié-e

2026-01-27

Comment citer

Gonçalves, F. do N. (2026). Fotografia indígena nas redes sociais como estratégia de autorrepresentação e autorreparação. E-Compós. https://doi.org/10.30962/e-comps.3252

Numéro

Rubrique

Ahead of Print