#CRIANÇANÃOÉMÃE
análise das linhas discursivas acerca do PL 1904/2024 no Instagram
DOI :
https://doi.org/10.30962/e-comps.3204Mots-clés :
PL 1904/2024, Infâncias, Análise de Redes SociaisRésumé
A violação sexual é o principal tipo de agressão contra meninas no Brasil. Apesar das garantias constitucionais, em 2024, a Câmara dos Deputados aprovou a tramitação de um projeto de lei que equipara o aborto ao crime de homicídio. Este artigo se propõe a analisar as conversações a respeito do PL, mapeando os comentários da postagem realizada pelo deputado Sóstenes Cavalcante, no Instagram, em 16 de junho de 2024. Adotou a metodologia de Análise de Redes Sociais, realizando a raspagem e o tratamento dos dados. Os comentários foram analisados revelando que as disputas narrativas desvelam distintas interpretações de "infâncias" e a politização do corpo de meninas em um ano eleitoral no Brasil.
Téléchargements
Références
ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. [1973] Rio de Janeiro: LTC, 1981.
BARBERÁ, P. Social Media, Echo Chambers, and Political Polarization. In: PERSILY, Nathaniel; TUCKER, Joshua (Orgs.). Social Media and Democracy: The State of the Field and Prospects for Reform. Cambridge, UK: Cambridge University Press, 2020. p. 34-55.
BERALDO, B. Lugar de mulher: uma abordagem histórica sobre a participação feminina nas manifestações de ativismo juvenil no Brasil. Cuestiones de género: de la igualdad y la diferencia, v. 11, p. 23-36, 2016.
BERALDO, B. Mulheres em movimento: emancipação feminina, bicicletas e outros bens de consumo (1875-1930). Tese (Doutorado em Comunicação Social) – Departamento de Comunicação Social, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019. https://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.46169.
BRASIL. Lei Nº 12.015, de 7 de Agosto de 2009. Dispõe sobre os crimes hediondos e revoga a Lei no 2.252, de 1º de julho de 1954, que trata de corrupção de menores. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 2009.
CORDEIRO, S.; COELHO, M. Mídia e Infância no panorama contemporâneo. Revista FAEEBA, v. 18, n. 31, p. 125-134, jan/jun. 2009.
DABHOIWALA, F. As origens do sexo: uma história da primeira revolução sexual. São Paulo: Globo, 2013.
ENGELS, F. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 1978.
KNIBIEHLER, Y. “Corpos e corações”. In: DUBY, Georges; PERROT, Michelle (Org.). História das mulheres no Ocidente: O século XIX. v. 4. Porto: Edições Afrontamento, 1991.
KOZHARINOVA, M.; MANOVICH, L. Instagram as a narrative platform. First Monday, [S. l.], v. 29, n. 3, 2024. DOI: 10.5210/fm.v29i3.12497. Disponível em: https://firstmonday.org/ojs/index.php/fm/article/view/12497. Acesso em: 18 jul. 2024.
MIGUEL, A.; BOIX, M. “Os gêneros da rede: os ciberfeminismos”. In: NATANSOHN, G. (org.). Internet em código feminino: teorias e práticas [e-book]. 1. ed. Ciudad Autónoma de Buenos Aires: La Crujía, 2013.
MOROZOV, E. Big Tech: A ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Ubu Editora, 2018.
NASCIMENTO, A. A infância na escola e na vida: uma relação fundamental. In: BRASIL, Ministério da Educação. Ensino fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade. Brasília: Leograf Gráfica e Editora, 2007. p. 25-32.
OTHON, R. Infância conectada: contextos, práticas e sentidos de crianças nas redes sociais online. São Paulo: Pimenta Cultural, 2021. 316 p.
PAVEAU, Marie-Anne. Análise do discurso digital: dicionário das formas e das práticas. COSTA, José Luiz; BARONAS, Roberto Leiser (Org.). 1. ed. Campinas: Pontes, 2021.
RECUERO, Raquel. A conversação em rede: comunicação mediada pelo computador e redes sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2012.
RECUERO, R.; BASTOS, M.; ZAGO, G. Análise de redes para mídia social. Porto Alegre: Editora Sulina, 2015.
RECUERO, R. Introdução à análise de redes sociais. Salvador: EDUFBA, 2017.
RECUERO, R.; SOARES, F.; ZAGO, G. Polarização, Hiperpartidarismo e Câmaras de Eco: como circula a desinformação sobre covid-19 no Twitter. Revista Contracampo, v. 40, n. 1, abr. 2021. Disponível em: https://periodicos.uff.br/contracampo/article/view/45611. Acesso em: 2 jul. 2024.
RUBIN, G. El tráfico de mujeres: notas sobre la “economía política” del sexo. In: LAMAS, Marta (Org.). El género: La construcción cultural de la diferencia sexual. Universidad Nacional Autónoma de México, PUEG, México, 1996, p. 35-96.
SARMENTO, R. Ativismo Feminista Online: mapeando eixos de atuação. Revista Sul-Americana de Ciência Política, v. 7, n. 1, p. 19-37, 29 jun. 2021.
SIROTA, R. Emergência de uma sociologia da infância: evolução do objeto e do olhar. Cadernos de Pesquisa, n. 112, p. 7-31, mar. 2001.
SOARES, F.; VIEGAS, P.; SUDBRACK, S.; RECUERO, R.; HUTTNER, L. Desinformação e esfera pública no Twitter: disputas discursivas sobre o assassinato de Marielle Franco. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/view/fem.2019.213.01. Acesso em: 18 jul. 2024.
TOMAZ, R. Mídia, infância e socialização: perspectivas contemporâneas. Cadernos IHU ideias, n. 303, v. 18, p. 4-28, 2020.
TOMAZZI, Micheline. Estratégias discursivas usadas em redes sociais. In: Análise do discurso digital. Coordenação de Maria Eduarda Giering e Roberto Leiser Baronas. 2 jul. 2021. 1 vídeo (1h55min30s). Curso on-line. [s.l]: Associação Brasileira de Linguística, 2021.
VEBLEN, T. The barbarian status of women. American Journal of Sociology, v. 4, p. 503-514, 1889.
WARDLE, C. 6 types of misinformation circulated this election season. Columbia Journalism Review, 2016. Disponível em: https://www.cjr.org/tow_center/6_types_election_fake_news.php. Acesso em: 11 jul. 2024.
Téléchargements
Publié-e
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
© Carina Flexor, Beatriz Beraldo, Suelen Valente 2026

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas de Modification 4.0 International.
A submissão de originais para este periódico implica na transferência, pelos autores, dos direitos de publicação impressa e digital. Os direitos autorais para os artigos publicados são do autor, com direitos do periódico sobre a primeira publicação. Os autores somente poderão utilizar os mesmos resultados em outras publicações indicando claramente este periódico como o meio da publicação original. Em virtude de sermos um periódico de acesso aberto, permite-se o uso gratuito dos artigos em aplicações educacionais, científicas, não comerciais, desde que citada a fonte.
Autoria
Entende-se como autor todo aquele que tenha efetivamente participado da concepção do estudo, do desenvolvimento da parte experimental, da análise e interpretação dos dados e da redação final. Ao submeter um artigo para publicação na Revista E-Compós, o autor concorda com os seguintes termos: 1. O autor mantém os direitos sobre o artigo, mas a sua publicação na revista implica, automaticamente, a cessão integral e exclusiva dos direitos autorais para a primeira edição, sem pagamento. 2. As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões da revista. 3. Após a primeira publicação, o autor tem autorização para assumir contratos adicionais, independentes da revista, para a divulgação do trabalho por outros meios (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), desde que feita a citação completa da mesma autoria e da publicação original. 4. O autor de um artigo já publicado tem permissão e é estimulado a distribuir o seu trabalho on-line, sempre com as devidas citações da primeira edição.
Conflitos de interesse e ética de pesquisa
Caso a pesquisa desenvolvida ou a publicação do artigo possam gerar dúvidas quanto a potenciais conflitos de interesse, o autor deve declarar, em nota final, que não foram omitidas quaisquer ligações a órgãos de financiamento, bem como a instituições comerciais ou políticas. Do mesmo modo, deve-se mencionar a instituição à qual o autor eventualmente esteja vinculado, ou que tenha colaborado na execução do estudo, evidenciando não haver quaisquer conflitos de interesse com o resultado ora apresentado. É também necessário informar que as entrevistas e experimentações envolvendo seres humanos obedeceram aos procedimentos éticos estabelecidos para a pesquisa científica. Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros. Os direitos autorais pertencem exclusivamente aos autores. Os direitos de licenciamento utilizados pelo periódico consistem na licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0): são permitidos o acompartilhamento (cópia e distribuição do material em qualqer meio ou formato) e adaptação (remix, transformação e criação de material a partir do conteúdo assim licenciado para quaisquer fins, inclusive comerciais.
