A aranha e o pensamento tentacular em Haraway
fundamentos para uma episteme feminina da comunicação
DOI:
https://doi.org/10.30962/e-comps.3410Palavras-chave:
Comunicação, Pensamento tentacular, Epistemologia, Feminino, Donna HarawayResumo
Propomos uma episteme baseada no pensamento tentacular para pensar a comunicacão, desafiando a lógica de dominação masculina e o excepcionalismo humano do Antropoceno. Através de um “anti-método” de circulação aberta, a biologia das aranhas e a arte da tecelagem propõem conceber a vida como um emaranhado de linhas e parentescos multiespécies e não como sistemas isolados. Ao resgatar potências ctônicas e ancestrais, salientamos a confluência de múltiplas relações de aliança, práticas de cuidado e simpoiese como estratégias para habitar um mundo danificado. O resultado aponta para um potencial de transição para um tempo que exige cuidar dos vínculos que sustentam coletivamente a vida.
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